Mamografia e falso positivo: Como lidar com a ansiedade e a incerteza?

Stepanov Zotov
Stepanov Zotov
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Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues aborda como lidar com a ansiedade e a incerteza diante de um resultado falso positivo na mamografia.

Conforme explica o Doutor Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, receber um chamado para repetir exames ou realizar imagens complementares após uma mamografia pode causar um susto enorme, mesmo quando o desfecho final se revela benigno. O retorno para exames adicionais é uma etapa prevista no rastreamento, desenhada justamente para garantir que nenhuma alteração relevante passe despercebida. Continue a leitura e saiba que entender o que é um falso positivo e como funciona o processo de investigação é o primeiro passo para atravessar esse período com mais clareza e menos sofrimento emocional.

O que é o falso positivo e por que ele acontece?

Em termos médicos, o falso positivo ocorre quando um resultado inicial é considerado suspeito, mas, após uma avaliação mais detalhada, a hipótese de câncer não se confirma. A mamografia de rastreamento é calibrada para ter uma alta sensibilidade. Isso significa que o sistema prefere “chamar para conferir” uma imagem duvidosa do que ignorar algo potencialmente importante. Na prática, uma parcela considerável das mulheres será convocada para imagens adicionais em algum momento da vida, sem que isso signifique uma doença grave.

Ao analisar os desafios emocionais do falso positivo na mamografia, Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues apresenta caminhos para enfrentar esse momento com mais equilíbrio.
Ao analisar os desafios emocionais do falso positivo na mamografia, Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues apresenta caminhos para enfrentar esse momento com mais equilíbrio.

Muitas vezes, a necessidade de retorno tem relação com a própria anatomia da mama. Sobreposições de tecidos glandulares, variações anatômicas normais e a densidade mamária podem criar sombras ou imagens que merecem uma “segunda olhada” sob outro ângulo. Como enfatiza o Doutor Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, esse mecanismo de dupla checagem é uma característica de segurança do rastreamento mamográfico e não deve ser interpretado como um erro do exame ou uma sentença de diagnóstico positivo.

O que esperar após o chamado de retorno?

A investigação diagnóstica geralmente começa com a solicitação de incidências mamográficas adicionais, como compressões localizadas ou ampliações, que permitem observar o ponto específico de dúvida com maior nitidez. Em muitos casos, a ultrassonografia mamária é associada para distinguir entre um nódulo real e uma simples sobreposição de tecidos. É comum que o radiologista acompanhe o exame em tempo real para definir se o achado é apenas uma variação normal ou se exige um passo adiante.

Dependendo da classificação do achado no sistema BI-RADS, a conduta pode variar entre o controle a curto prazo (geralmente seis meses) ou a indicação de uma biópsia. Como ressalta o Doutor Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, essa decisão não é baseada em suposições, mas em protocolos internacionais rigorosos que analisam a forma, a densidade e as margens de qualquer alteração. Quando a biópsia é solicitada, ela serve como o “ponto final” da incerteza, sendo o único método capaz de confirmar com 100% de segurança a natureza da lesão.

Como gerenciar a ansiedade durante a espera?

É perfeitamente compreensível que a ansiedade cresça durante o intervalo entre o chamado de retorno e o resultado. O cérebro humano, diante do desconhecido, tende a projetar os piores cenários. No entanto, o médico especialista em diagnóstico por imagem, Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, observa que a melhor proteção contra o alarmismo é a informação objetiva. Tentar interpretar laudos técnicos por conta própria ou buscar imagens aleatórias na internet costuma aumentar o pânico, já que cada caso possui um contexto biológico único que apenas o especialista pode avaliar.

Para reduzir a sensação de descontrole, focar em perguntas práticas que ajudem a organizar o pensamento:

  • Qual exame foi solicitado? Mamografia diagnóstica, ultrassom ou biópsia.
  • Qual é o prazo para a conclusão? Ter uma data definida ajuda a ancorar a expectativa.
  • O serviço utilizou meus exames anteriores para comparação? Muitas vezes, uma imagem “nova” já estava presente há anos e é apenas uma característica estável da mama.

Informação e proporção

O falso positivo não é sinônimo de câncer, mas sim um alerta de que o exame cumpriu seu papel de identificar algo que merece verificação. Como constata o Doutor Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, o caminho mais sereno é seguir a recomendação técnica do laudo, realizar os complementos necessários e não antecipar sofrimentos. Informação organizada e uma conduta proporcional ao grau de suspeita são as melhores ferramentas para atravessar qualquer período de incerteza com controle e equilíbrio.

Autor: Stepanov Zotov

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