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Jundiaí investe em tecnologia e resgata plantio do morango

Os agricultores de Jundiaí estão investindo em novas tecnologias para o plantio do morango. Nos anos 90, o município contabilizou mais de 7 milhões de pés da fruta, mas as pragas reduziram o cultivo para 150 a 200 mil pés.

Agora, os produtores estão otimistas com o uso do sistema semi-hidropônico, em bancadas suspensas.

A cultura de morangos agora é realizada em bancadas geralmente construídas de madeira e cobertas por telas de proteção, entre 80 centímetros e 1 metro de altura.

Apesar das várias vantagens, o sistema exige um investimento inicial considerável, além de conhecimento da cultura e da tecnologia empregadas para que a produção seja satisfatória.

“Esse sistema de cultivo proporciona algumas vantagens, como, por exemplo, a proteção contra eventos climáticos intensos, já que as plantas geralmente ficam protegidas por telas. Também há diminuição da incidência de pragas e doenças de solo, o que reduz o uso de agrotóxicos e proporciona uma boa qualidade da fruta”, destaca a diretora do Departamento de Agronegócios de Jundiaí, Isabel Harder.

“Os investimentos no Agronegócio de Jundiaí cresceram mais de 400% nos últimos anos. E por meio de programas, como o Cultivo Protegido, os produtores podem conseguir o subsídio da Prefeitura para comprar as telas, que protegem a produção. Por isso estamos investindo cada vez mais em medidas que ajudam o produtor a se fixar na terra e, com isso, ele pode investir em novas tecnologias para retomar ou aumentar a produção”, reforça Eduardo Alvarez, da Unidade de Gestão de Agronegócio, Abastecimento e Turismo (Ugaat), da prefeitura de Jundiaí.

De acordo com o gestor, por meio da Ugaat, a prefeitura dobrou o valor oferecido aos agricultores pelo “Programa Municipal de Apoio ao Cultivo Protegido”. O recurso passou para R$ 6 mil por propriedade, o dobro do valor repassado no ano passado (R$ 3 mil). As inscrições se estendem até 21 de julho.

“Nós fizemos um investimento alto nesse sistema para retomarmos a produção em larga escala. E agora, com mais experiência, estamos produzindo uma fruta de boa qualidade e sem as pragas que nos atingiram em anos anteriores”, afirma o produtor Ricardo Paulino.

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