Créditos estressados: Oportunidades e riscos no mercado financeiro para empresas

Diego Velázquez
Diego Velázquez
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Créditos estressados: com Felipe Rassi, entenda as oportunidades e os riscos no mercado financeiro para empresas.

Felipe Rassi, especialista jurídico e especialista em créditos estressados, analisa como os créditos estressados se tornaram ativos estratégicos para empresas que buscam novas formas de rentabilidade no mercado financeiro. Este artigo apresenta um panorama sobre as oportunidades e os riscos envolvidos nesse tipo de operação, explicando como a gestão jurídica e financeira pode transformar dívidas problemáticas em instrumentos de reorganização patrimonial e vantagem competitiva.

O que são créditos estressados no contexto empresarial?

Felipe Rassi explica que créditos estressados são obrigações financeiras em situação de inadimplência ou com elevada probabilidade de não pagamento. Para as empresas, esses créditos surgem tanto como passivo quanto como oportunidade, especialmente quando são adquiridos com deságio ou integrados a estratégias de recuperação de valores.

No cenário de créditos estressados, Felipe Rassi analisa os desafios e as possibilidades estratégicas para empresas no mercado financeiro.
No cenário de créditos estressados, Felipe Rassi analisa os desafios e as possibilidades estratégicas para empresas no mercado financeiro.

No ambiente corporativo, a relevância desses ativos cresce à medida que organizações buscam reduzir prejuízos e melhorar sua eficiência financeira. Em vez de considerar o crédito estressado apenas como perda, muitas empresas passaram a tratá-lo como elemento negociável, sujeito a reestruturação e análise jurídica aprofundada.

Por que os créditos estressados atraem o interesse das empresas?

O principal fator de atração é o potencial de retorno. A aquisição de créditos com desconto permite que, mesmo com recuperação parcial, a operação seja financeiramente vantajosa. Além disso, esses ativos podem ser utilizados em negociações complexas, como compensações, acordos estratégicos e reorganizações societárias.

Segundo Felipe Rassi, especialista no mercado financeiro, o interesse empresarial também se justifica pela possibilidade de diversificação de estratégias. Em cenários de instabilidade econômica, o crédito estressado se apresenta como alternativa para empresas que buscam liquidez indireta e reposicionamento financeiro.

Quais oportunidades esse mercado oferece?

Entre as principais oportunidades está a capacidade de transformar dívidas em instrumentos de negociação. Empresas que dominam a análise jurídica desses créditos conseguem estruturar acordos mais eficientes, reduzindo perdas e ampliando a previsibilidade dos resultados.

Outro ponto relevante é a valorização do conhecimento jurídico aplicado ao mercado financeiro. O crédito estressado exige interpretação contratual rigorosa, leitura do histórico da dívida e compreensão do perfil do devedor. Felipe Rassi frisa que, quando esses elementos são integrados, a empresa passa a atuar de forma mais estratégica, escolhendo quais créditos merecem investimento e quais devem ser descartados.

Quais riscos devem ser considerados antes de investir?

Apesar das oportunidades, os riscos são expressivos. Um dos principais é a dificuldade de recuperação efetiva do crédito, seja por inexistência de bens penhoráveis, seja por entraves processuais. Há também o risco de aquisição de créditos sem respaldo jurídico adequado, especialmente quando a cadeia de cessões não está devidamente comprovada.

Outro fator de risco está relacionado à prescrição e à nulidade de contratos, que podem inviabilizar a cobrança. Por isso, a análise prévia é indispensável. Empresas que ignoram essa etapa tendem a assumir prejuízos adicionais, transformando uma oportunidade aparente em passivo real. Na visão de Felipe Rassi, a gestão de riscos passa pela combinação entre análise jurídica rigorosa e avaliação financeira realista. 

Como a negociação pode reduzir perdas?

A negociação estruturada é um dos instrumentos mais eficazes para lidar com créditos estressados. Em vez de recorrer imediatamente a via judicial, a empresa pode buscar acordos baseados na capacidade de pagamento do devedor e na viabilidade econômica da dívida. Essa abordagem reduz custos, acelera resultados e preserva relações comerciais quando ainda há interesse mútuo. 

Felipe Rassi defende que a atuação em créditos estressados exige atenção às normas legais e aos princípios éticos. Práticas abusivas, cobranças irregulares ou falta de transparência podem gerar danos reputacionais e jurídicos para a empresa. A governança corporativa precisa incluir políticas claras para aquisição, gestão e recuperação desses créditos. Isso significa definir critérios objetivos de atuação, limites de negociação e padrões de conduta compatíveis com a legislação vigente.

Por que empresas precisam de visão estratégica nesse mercado?

O mercado de créditos estressados não é apenas um espaço de recuperação de valores, mas um ambiente de decisões complexas que envolvem direito, finanças e estratégia empresarial. Empresas que atuam sem planejamento tendem a acumular prejuízos, enquanto aquelas que estruturam sua atuação, conseguem extrair valor de ativos antes considerados inviáveis. Por isso, Felipe Rassi pontua que o crédito estressado, longe de ser apenas um problema, pode se tornar instrumento de reposicionamento empresarial, desde que tratado com técnica, prudência e visão de longo prazo.

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

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