Jundiaí é eleita a 2ª melhor cidade do Brasil em qualidade de vida

Diego Velázquez
Diego Velázquez
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Índice de Progresso Social 2026 coloca o município paulista no topo do ranking nacional de bem-estar, à frente de quase todas as cidades do país.

Jundiaí acaba de conquistar um reconhecimento que reposiciona a cidade no cenário nacional de planejamento urbano e políticas públicas. Segundo o Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026, divulgado no fim de maio, o município foi eleito a 2ª melhor cidade do país em qualidade de vida entre 5.570 municípios avaliados, além de liderar o ranking nacional no quesito “Fundamentos do Bem-Estar”. O resultado chama atenção porque o IPS não mede apenas indicadores econômicos tradicionais, mas sim a capacidade real de um município garantir saúde, educação, saneamento e oportunidades à população. Para quem mora em Jundiaí ou pensa em se mudar para lá, o dado levanta uma pergunta direta: o que, na prática, colocou a cidade nessa posição de destaque nacional?

O que é o IPS Brasil e como a cidade se saiu no ranking

O Índice de Progresso Social é uma metodologia que avalia 5.570 municípios brasileiros com base em 57 indicadores sociais e ambientais, organizados em três dimensões: Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bem-Estar e Oportunidades. Diferentemente de rankings baseados apenas em renda ou produto interno bruto, o IPS busca medir se a população encontra, no dia a dia, condições reais de viver bem, acessar serviços essenciais e prosperar, independentemente do tamanho da economia local.

No resultado geral, Jundiaí somou 71,79 pontos, o suficiente para a 2ª colocação nacional. A cidade se destacou principalmente na dimensão Fundamentos do Bem-Estar, na qual atingiu 80,16 pontos e liderou o ranking entre todos os municípios avaliados. Também teve bom desempenho em Necessidades Humanas Básicas, com 82,53 pontos, enquanto a dimensão Oportunidades, que envolve fatores como mercado de trabalho e educação superior, somou 52,69 pontos. O desempenho já vinha em trajetória de crescimento: em janeiro, o município aparecia na 3ª posição do IPS 2025, o que mostra evolução consistente em pouco mais de um ano.

Os números que sustentam a posição de Jundiaí no ranking nacional

Por trás da pontuação, existem indicadores concretos que ajudam a explicar o resultado. Na área da saúde, a cobertura da Atenção Primária no município saltou de 46,3% em 2021 para 65,2% em 2025, um avanço expressivo em quatro anos, puxado pela construção de novas Unidades Básicas de Saúde e pela descentralização do atendimento para diferentes regiões da cidade. Já na educação, Jundiaí registra índice de alfabetização de 97,98% entre a população com 15 anos ou mais e de 95% entre crianças de até 8 anos, números que ficam acima da média nacional para municípios de porte semelhante.

Na infraestrutura urbana, o município praticamente universalizou serviços básicos: 99,65% de cobertura de abastecimento de água, 99,19% de coleta e tratamento de esgoto e 100% de coleta de resíduos sólidos. Esse conjunto de indicadores, somado ao uso de dados para planejar investimentos públicos, foi citado pela gestão municipal como parte da estratégia que sustentou o resultado. Comparados a boa parte das cidades brasileiras, que ainda enfrentam déficits relevantes de saneamento básico, esses números colocam Jundiaí em um patamar pouco comum entre municípios de médio porte no país.

O que essa colocação representa para moradores e para o restante do Brasil

Para quem vive na cidade, o resultado do IPS funciona como um retrato relativamente objetivo da qualidade dos serviços públicos disponíveis no dia a dia, algo que vai além da percepção subjetiva de bem-estar. Já para o restante do país, o desempenho de Jundiaí serve como referência de gestão municipal em um cenário nacional no qual muitas cidades ainda lidam com desafios estruturais em saneamento, saúde e educação. O prefeito Gustavo Martinelli associou o resultado ao planejamento adotado pela atual gestão, que partiu de diagnósticos técnicos para direcionar investimentos em áreas consideradas estratégicas.

O reconhecimento também tende a ter efeitos práticos que vão além do ranking em si, como maior atração de investimentos, valorização imobiliária e interesse de famílias de outras regiões, especialmente da capital paulista, que fica a cerca de 60 quilômetros de distância. Ainda assim, especialistas em gestão pública costumam alertar que rankings desse tipo funcionam melhor como fotografia de um momento do que como garantia permanente de qualidade, o que reforça a necessidade de a cidade manter investimentos constantes nas áreas que mais pesaram no resultado, sobretudo saúde e oportunidades de trabalho.

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